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Dependências Tecnologicas

December 26th, 2017 | Comments Off on Dependências Tecnologicas

No mundo conturbado em que vivemos, uma certeza temos como adquirida, a nossa dependência face ás tecnologias informáticas, digitais e da informação. Como tudo o que é novo, estas tecnologias trouxeram coisas muito boas e positivas, como a possibilidade de nos ligar-mos ao mundo inteiro, ao trabalho muito mais ágil, profícuo e produtivo, aos excelentes resultados na deteção e tratamento de doenças, e, outros elementos sem número quantitativo possível de enumerar. No entanto, apesar de todas estas coisas boas, parece caricato vir colocar questões negativas neste domínio, senão vejamos;
Existe ou não uma excessiva dependência dos portugueses a estas tecnologias? Parece-nos que sim, pois começando pelo ambiente familiar, o diálogo praticamente já não existe, pois mesmo no decorrer das refeições elas ( as tecnologias) estão presentes e não raro a ser usadas. Em vez do diálogo, enviam-se e recebem-se mensagens e não raro se interrompe e deixa a comida esfriar para responder na hora a situações que na maioria dos casos certamente não exigiriam tanta pressa em responder. Ora esta realidade presente na casa de todos nós, especialmente onde filhos jovens ou netos vivem debaixo do mesmo tecto , cortam e fazem perder o diálogo, os afectos, o calor humano, o olhar olhos nos olhos, a transmissão e recepção de sentimentos, que normalmente existem numa família normal.
Vivemos um tempo novo, a que não podemos escapar, porque ele reflete a realidade do hoje, em todos os aspectos da vida. Se assim é, não será que se está a criar uma standarização da vida, que a concretizar-se pode, com o decorrer do tempo, cercear-nos das liberdades pessoais e colectivas consideradas fulcrais nas relações do homem com o seu semelhante.
Que valor terão amanhã a literatura, a filosofia, a história, o direito e outros componentes do pensamento, que nos foram deixados por mestre e pensadores antigos e contemporâneos, e sobre os quais foi fundada, mantida e aperfeiçoada toda a cultura e civilização da Europa e do mundo ocidental?
Que teremos em troca, e de que forma, da galopante invasão domiciliária que a informação e a imagem digital, nos deixam disponíveis para quem as queira e saiba consultar, inclusive as crianças, muitas delas sem preparação nem condições para as ver e entender ?
Será que estas tecnologias deixarão espaço para pensar, ou a standarização acabará por se impor e nos clonar a todos, impondo um pensamento único e sabe-se-lá ao serviço de quê e de quem?
Têm-se como muito difícil, para não dizer impossível contrapor a este “dilúvio” digital algo de diferente que o contrarie e lhe dispute a primazia.
Apesar disso, e não sendo apologista das teorias do velho do Restelo, é nossa convicção que especialmente nas famílias com filhos pequenos se deve usar o bom senso e o diálogo para com eles, fazendo-lhes notar especialmente aquilo que lhes pode ser negativo e perigoso. A proibição de ver e consultar pode gerar efeito contrário na cabeça dos mais novos, no entanto o livre acesso também não é bom, daí que o sentido de responsabilidade deve ser incutido e cultivado na educação da juventude. Se assim acontecer ficarão os benefícios, e será responsabilidade dos jovens o acesso a estes meios audiovisuais.

José Baptista da Silva
Dez2017.

Festas de Natal

December 26th, 2017 | Comments Off on Festas de Natal

Estamos em época natalícia, e famílias, empresas e organizações, procuram da melhor forma possível unir-se ainda mais em torno da solidariedade, da amizade, da partilha e troca de presentes, tudo isto para manter viva a chama e a tradição dum passado longínquo que foi passando de geração em geração em torno da figura dum menino, nascido no ambiente pobre e humilde duma mangedoura, a quem deram o nome de Jesus.
Dizem-nos os livros sagrados, a tradição e a fé dos que acreditam, que este menino nasceu assim, pobre e humilde, para mais e melhor se aproximar dos homens. Dizem-nos também os livros sagrados, a tradição e a fé dos que nele acreditam, que este menino é o filho de Deus, enviado pelo Pai, para salvar o mundo e os homens através duma nova mensagem. Amor a Deus, nele reconhecendo o Criador e o Senhor de todas as coisas, e na solidariedade entre todos os homens de boa vontade. Assim, ficava para trás a lei do ” olho por olho e dente por dente”, para dar vida a nova mensagem do amor e da solidariedade. ” não faças ao outro aquilo que não queres te façam a ti ”
A Mensagem é bela, utópica, cheia de simbolismo e bem difícil de cumprir. Á partida até parece muito fácil o seu cumprlmento, mas na realidade ” muitos são chamados, mas poucos são os escolhidos ” dado que a maioria de nós, não abdica dos seus princípios, das suas vontades, do seu ego, das suas verdades, muitas das quais nada terão a ver com amor e a solidariedade cristã. Assim sendo, e dada a dificuldade em cumprir e viver a mensagem natalícia, será que vale a pena comemorá-la e continuar a apontá-la como a mensagem para uma vida ideal? Certamente que sim, pois que o problema não está na mensagem, mas antes na contínua má vontade dos homens em a adoptar e reconhecer como ideal para as suas vidas.
Certamente, nem que tenha sido uma única vez, já praticamos uma boa acção em favor de alguém, e nos sentimos reconfortados por o ter feito. Então, se esse hábito se repetisse, provavelmente, essa nossa satisfação interior aumentaria? A ser assim quanto nos sentíria- mos bem se isso se tornasse uma prática de vida, ou pelo menos uma quase pråtica de vida. Será que se isso nos acontecesse, não tería-mos vontade de o partilhar com amigos e até desconhecidos? Terá sido essa a mensagem dos ” anjos” que anunciaram o nascimento do menino aos pastores, ou a ” estrela “, que terá levado os Magos a segui-la até ao sítio onde Jesus nasceu? A prática do bem nos dias que correm, nem sempre tem a divulgação que merece, ao contrário de outras formas de estar e de sentir, que mesmo sendo fúteis e sem sentido são propagadas aos quatro ventos.
A festa do Natal, tem na sua génese um sentido solidário, tal que as festas das colheitas se baseavam na alegria e num dia de abastança, em tempos pré-cristãos. Hoje o sentido do Natal encontra-se muito desvirtuado da mensagem que o Menino nos terá trazido, pois os interesses comerciais apropriaram-se desta e de muitas outras datas comemorativas, para com elas fazer dinheiro. Apesar disso, o sentimento de família, de reunião, e de fraternidade continua presente, tal que as expectativas das crianças, que com o decorrer dos anos se vão dando conta deste vínculo de solidariedade, que nem que seja uma vez por ano se celebra e se vive.
Na ceia de Natal, da nossa Associação de Bombeiros esse sentimento de irmandade, foi vivido pois foram relembrados os dias trágicos dos incêndios, e do dar as mãos entre populações e soldados da paz, na ajuda fraterna, em prol de todos, especialmente dos mais fragilizados e em perigo. Afinal há Natal sempre que tal acontece, daí a Mensagem apesar de tudo continuar viva e ao serviço dos que mais precisam.
Boas Festas para todos os que nos lêem, e um bom ano de 2018

José Baptista da Silva

Dez17.2017

EVENTOS CULTURAIS EM ÉPOCA NATALÍCIA

December 26th, 2017 | Comments Off on EVENTOS CULTURAIS EM ÉPOCA NATALÍCIA

A história, a literatura e a música, estiveram mais uma vez presentes e bem representadas na nossa terra neste mês de Dezembro, já que assistimos ao lançamento de mais um livro sobre a nossa história local da autoria do Armando Morais da Costa Pinto, e a Banda Filarmónica nos presenteou com mais um magnífico concerto de Natal.
Se o desenvolvimento económico se medisse pelas realizações culturais, certamente que Vila Nova ocuparia um lugar de destaque dentre as localidades da sua dimensão. Mas mau grado assim não ser, é um orgulho para todos nós que alguns continuem interessados em pensar e divulgar Vila Nova de Tazem, através destas manifestações culturais, que se juntam a outras tantas, patrocinadas pelas múltiplas Associações sócio-culturais e recreativas aqui existentes.
A Banda Filarmónica, apesar das saídas de alguns dos seus elementos jovens, continua bem viva, bem dirigida pelo jovem maestro Nuno, e bem apoiada pelos seus quadros directivos, que tudo fazem para que ela continue a ser uma referência cultural na nossa terra. O apoio dos pais e familiares a estes jovens músicos, muitos deles já detentores dum enorme potencial musical, continua a ser fundamental, para eles como complemento na sua educação e crescimento rumo ao futuro. A Banda Filarmónica por simpatia capta essa vontade na aprendizagem educacional (que para alguns poderá servir de trampolim para uma profissionalização dentro desta arte musical) para, e, com as dificuldades inerentes a uma terra da nossa dimensão e realidade sócio-económica, dotar e manter na nossa terra uma Associação Cultural que nos honra e alarga horizontes a tantos dos seus jovens. Empenhemo-nos todos para que esta e outras Associações Culturais e Recreativas aqui existentes continuem vivas e activas, para bem nosso e de todos os que aqui habitam.
A outra boa realidade cultural do mês foi-nos trazida pelo Armando Costa Pinto, com a escrita e divulgação do seu magnífico livro ” Terras Pequenas, Histórias Maiores” em que baseado na pesquisa em fontes fidedignas para o efeito, e com rigor e talento criativo, nos mostra uma Vila Nova, mais real e verdadeira da sua história antiga e mais recente.
A História, estudada e explicada nos seus diversos contextos, torna a realidade mais clara e objectiva, já que conhecendo o passado com muitos pormenores, pode- se entender melhor o presente, ” os porquês de muitas coisas, para as quais sem o conhecimento prévio das suas origens, se tornariam de difícil entendimento ou de difícil explicação ” . Conhecendo bem, ou de forma muito aproximada as realidades históricas temporais, torna-se mais fácil e á luz desses conhecimentos, perspectivar acontecimentos históricos futuros, porque apesar da História não se repetir, ela é e será sempre marcada por muito do que foi o seu passado. Isto não é um dogma, ( as revoluções e mudanças de paradigma existem), mas haverá sempre um fio condutor que mesmo em casos excepcionais, irá ser recuperado)..
O autor desta obra, na imensa e profícua pesquisa que efectuou, foi encontrar e transmite-nos nas muitas narrativas do seu livro, imensos factos que respondem a muitas das interrogações que estavam sem resposta, ou com respostas pouco objectivas e, ou fiáveis, nos domínios das origens, dos nomes de famílias, do porquê das alcunhas, tal que de outros acontecimentos, bem descritos e com suporte estatístico rigoroso e bem calendarizado no tempo.
As ” Alcunhas”, exaustivamente tratadas, descritas, explicadas e agregadas alfabeticamente são documentos de grande valor histórico e cultural, porque em terras pequenas como a nossa elas acabam por retratar, complementar, aclarar e esclarecer muitas realidades históricas,e até do dia a dia, porque para elas lhe encontramos uma explicação lógica e entendível.
Isto demonstra que no dia a dia da vivência duma comunidade humana, tudo é importante em termos históricos e comportamentais, pois é com eles e através deles que se vai construindo a História em geral, e se classificam, assumem e identificam as culturas próprias que lhe dão vida.
Ao Armando, devemos agradecimentos pelo esforço, pela criatividade, rigor e objectividade de análise que coloca nas explicações, com que nos procura fazer entender as narrativas e conteúdos históricos do seu trabalho. É de louvar que estando á tantos anos ” longe ” da sua terra, e a calcorrear todos os cantos do mundo, em trabalho e cruzada solidária na defesa dos mais desfavorecidos, e dos altos ideais em que sempre acreditou, ainda tenha tido tempo e disponibilidade para se lembrar da sua terra. Oxalá que este exemplo frutifique, e outros dignos filhos de Vila Nova, nos surpreendam com obras que acrescentem conhecimento e valor a esta terra que é a nossa, e da qual todos nos orgulhamos.
José Baptista da Silva
Dez-2017

A LIBERDADE DE OPINIÃO

December 10th, 2017 | Comments Off on A LIBERDADE DE OPINIÃO

Deu entrada neste portal uma mensagem abaixo transcrita, assinada por Fernando Almeida, onde o autor crítica os meus artigos de opinião.
Está no seu pleno direito de discordar das minhas ideias e sobre aquilo que eu escrevo, tal é um dos princípios e valores pelos quais me pauto na vida. Mas, como não sou pago por ninguém, e apesar das discordâncias desta ou de outras pessoas, considero-me livre de as emitir em publico ou em privado e  conviver com elas de forma tranquila.
Dou valor ao esforço e ao mérito individual daqueles que por os terem cultivado ao longo da vida, se afirmaram, e afirmam enquanto tal, e nessa apreciação individual apontá-los como exemplos a seguir, incluindo o autor da carta, se para tal e igualmente lhos encontrar.
É a minha forma de estar na vida que igualmente persegui, e com a qual apesar dos sacrifícios, me tenho dado bem no contacto de quase cinquenta anos de emigrante a conviver com culturas multifacetadas. Portanto ao autor, para não se ficar apenas pela crítica aconselho-o, se a tal me for permitido, a ser mais objectivo e a criar uma plataforma, ou outra modalidade de expressão informativa, que sirva Vila Nova e lhe permita a si, explanar as suas ideias. Talvez assim, e ao dá-las a conhecer com mais pormenor e objectividade, consiga encontrar seguidores, e críticos que também delas façam eco.

Saudações

José Baptista da Silva
Dez.2017

Transcrição da mensagem enviada a 3 de Dezembro de 2017 após colocação do texto “VILA NOVA FICOU MAIS POBRE – Morreu o Dr. António Castilho”

“Boa noite,

Tenho reparado, que nos últimos tempos tem partilhado textos, um tanto ou quanto snobs, numa tentativa frustrada de elevar os desconhecidos doutores.
Não convivi com tão ilustre vilanovense (como o Dr. Que agora não me recorda o nome) mas fui condecorado pelos meus serviços, graças a tudo que aprendi com os menos destacados.
Se pretende partilhar, artigos subliminarmente seleccionados, deveria ponderar alterar o nome da sua página, para o gentilicío da Vila e não escrever em Nome da mesma. Afinal de conta, não foi eleito para representar a Vila.
Atenciosamente

Fernando Almeida”

VILA NOVA FICOU MAIS POBRE – Morreu o Dr. António Castilho

December 3rd, 2017 | Comments Off on VILA NOVA FICOU MAIS POBRE – Morreu o Dr. António Castilho

Foi com profundo pesar que soube hoje da morte dum grande vilanovense e dum querido amigo o Dr. António Castilho Borges.
O Dr. António foi para mim e desde sempre uma grande referência como Homem e como Mestre com quem se podia sempre aprender alguma coisa. Bastava conversar com ele sobre qualquer assunto, para das suas palavras apreendermos e ficar mais ricos em cultura e sabedoria. Tive a felicidade de através da minha Madrinha, ser presença frequente em casa da sua extremosa mãe, a sempre serena e prestável senhora dona Alice. Portanto, desde tenra idade me habituei a com ele conviver, tal que com os irmãos Dr. José Alberto e Dr. João Castilho, e pela vida fora a minha amizade, admiração e respeito nunca pararam de aumentar, o mesmo poderei afirmar sem me enganar deverá ter acontecido com todos os que com ele privaram.
Ás suas qualidades inatas, tão próprias da sua família, o Dr. António irradiava simpatia, afabilidade, simplicidade e respeito por toda a gente, desde o mais humilde ao mais letrado, e ele incluía-se neste rol, já que aliadas a todas as suas qualidades, era um grande homem de cultura, um grande mestre da oratória, alguém que apetecia ouvir, porque nele existiam as qualidades dum grande professor, a quem ninguém podia ficar indiferente. Conhecíamos a sua luta para resistir e tentar debelar uma grave enfermidade que o atingiu e lhe tirou algum vigor físico, mas não a eloquência nem a clareza do seu pensamento. Era um prazer falar com o Dr. António Castilho e se possível prolongar a conversa, já que ela prendia, não só devido ao personagem, mas e sobretudo á clareza das suas ideias.
Foi um académico de mão cheia e a sua acção levou-o ainda, no tempo colonial, a leccionar em Cabo Verde, á Reitoria do Liceu da Cidade da Praia, e ao alto cargo de representante do poder central para a educação naquela antiga colónia portuguesa.
Na juventude fez parte, com os seus irmãos e outros jovens do seu tempo, da organização das festas das vindimas, naquela época das mais afamadas das Beiras. Foi igualmente um excelente futebolista, ficando para sempre lembrados os seus despiques enquanto defesa de alto gabarito, com o não menos famoso avançado Zeca Tavares, outra estrela Vilanovense, que jogava no Académico de Viseu, e depois se transferiu para o Benfica. Fez parte durante alguns anos da Direcção e de outros cargos no nosso Vilanovenses, e estava sempre disponível para ajudar e aconselhar em tudo o que se lhe pedisse. A sua vasta cultura, aliada a um enorme bom senso, tornava-o uma pessoa solicitada e pronta para dar conselho, a que ele nunca se negava. Era por isso um homem sempre disponível a ajudar, e devido á sua simplicidade procurado mesmo pelos mais humildes, a quem como atrás dissemos ele tratava com a consideração dum seu igual.
Vila Nova perdeu uma das suas maiores referências vivas, uma pessoa inteira como homem, uma enorme referência cultural, e um grande amigo da sua terra, onde vinha com regularidade e passava o Verão na casa de família, que reformaram e dividiram entre os irmãos, sinal de presença e amor pelo seu torrão natal.
O Dr. António Castilho partiu, mas a sua memória permanecerá entre nós, e que bom seria se todos soubéssemos seguir os seus exemplos de vida. Se o conseguirmos, a sua memória perpetuar-se-á, Vila Nova será melhor e mais culta e, com isso, teremos pessoas melhores e mais amigas da sua terra.
Como crente e cristão, peço a Deus que o premeie com o descanso e a paz eterna reservada aos eleitos que em vida souberam através dela dar testemunho do mandamento maior da solidariedade.

José Baptista da Silva
Nov.2017

OS FOGOS OS BOMBEIROS E AS POPULAÇÕES

November 12th, 2017 | Comments Off on OS FOGOS OS BOMBEIROS E AS POPULAÇÕES

Os dias 15 e 16 de Outubro deste ano, dificilmente ficarão esquecidos na memória dos vilanovenses e de todos os habitantes da zona centro do nosso país. Os concelhos de Gouveia, Seia e Oliveira do Hospital, por se situarem mais perto de nós e terem sido dos mais atingidos nestes dias catastróficos de fogos, tocaram mais fundo a mente e o coração de todos nós.

As condições meteorológicas adversas desses dias, tal que os ventos do furacão vindos do mar Atlântico, e certamente também alguma maldade humana, descoordenação e falta de meios da Proteção Civil e falta de limpeza em muitas matas, tornaram-se condições vitais para a catástrofe que nos atingiu.

No que à nossa terra diz respeito, ela passou por poucos prejuízos e sem vítimas humanas a lamentar muito por mérito dos nossos Bombeiros que foram incansáveis não só na defesa das vidas e bens dos vilanovenses, como estenderam a sua acção a todas as terras vizinhas, já que as doze viaturas de fogo estiveram em uso permanente no combate aos inúmeros incêndios que rodeavam a nossa terra, tal que no salvamento  e evacuação de diversas pessoas em perigo.

Se aos bombeiros se deve o maior empenho no combate aos incêndios, a ajuda e o igual empenho de muitos vilanovenses com destaque para as equipas de trabalho dos nossos construtores civis, que de forma solidária as deslocaram para coadjuvar o trabalho dos nossos bombeiros, foram duma mais valia extraordinária.

A ajuda muito humana e solidária de algumas famílias, que receberam em suas casas pessoas deslocadas de outras terras vizinhas, a quem o fogo consumiu as suas habitações, é outro pormenor que deve ser enaltecido e que demonstra que em Vila Nova a solidariedade, continua a fazer parte da forma de ser e de estar das nossas gentes.

Também o velho provérbio que diz que “a união faz a força”, continua a ter valor na nossa terra, já que sem “comandos de proteção civil” mas contando apenas com os nossos bombeiros e as nossas gentes, elas foram gigantes na defesa das pessoas e do seu património.

Fomos testemunha de elogios públicos ao trabalho dos nossos soldados da paz, sabiamente comandados pelo seu comandante Guilherme Mota. Quando quem comanda sabe o que faz e tem a confiança dos seus subordinados e dos populares que a ele se aliam, os resultados serão sempre positivos, embora nem sempre os desejados. No entanto quando humanamente se faz o que se deve, e por vezes se excede o que as forças físicas permitem como foi o caso para a maioria dos nossos bombeiros e de muitos populares, só lhes podemos manifestar os nossos agradecimentos e o respeito pela Causa que os anima.

Que este exemplo de servir não seja esquecido, e que dentro do possível quem nos ler e todos os amigos dos bombeiros, ajudem estes homens e a causa que os faz viver, que se enquadra no espírito solidário de Vida por Vida.

José Baptista da Silva

Nov.2017

PROBLEMAS DA VELHICE

November 12th, 2017 | Comments Off on PROBLEMAS DA VELHICE

Uma pessoa de certa idade ē portadora de um acréscimo imenso de experiências. Se a mente não foi educada positivamente, os depósitos  conscientes e subconscientes formarão uma carga pesada e prejudicial.

A soma de fracassos, desilusões, ideais abandonados na poeira do tempo, sofrimentos e frustrações no amor, finanças em níveis alarmantes, desconsideração das pessoas aliadas ao peso do corpo combalido, fazem muita gente pensar na velhice como uma desgraça necessária.

Você é o que for hoje. S.Jerónimo um grande doutor da Igreja do século V dizia “Comece a ser agora o que será daqui por diante”. Qualquer que seja a sua idade, lembre-se que cada minuto é um milagre fantástico que merece ser vivido condignamente. Deixe o passado negativo para trás, porque se ficar sentado á beira do caminho, a chorar o leite derramado, não aproveitará o que ficou na  caneca. A idade fez de si uma pessoa lúcida. A vida ensinou-lhe muito, porque ela é a melhor escola. Aproveite o que aprendeu de bom pois é muito mais do que sabem os jovens e comece a viver o melhor da sua vida. Não cultive a solidão e viva bem consigo mesmo, pois está a viver no melhor dos mundos. O indivíduo que sofre de solidão é o que não gosta de si, e por isso é infeliz. A convivência com amigos e familiares especialmente os netos faz um  bem imenso ao idoso, tal que viajar, ou ter em casa um animal de estimação.

Mesmo que viva só, nunca cultive a ideia de que está abandonado pelos seus familiares, porque só existe abandono quando nós nos abandonamos a nós próprios. Você tem identidade própria, é dono dos seus pensamentos e da sua vontade, por isso viva a vida em plenitude sem pensar em nenhum grau de dependência.

Não cultive sentimentos negativos que o podem levar a pensar estar a ficar decadente. O desânimo acaba por nos combalir as forças físicas. Se o nosso cérebro e a nossa mente se mantiverem positivamente activos, continuam a responder plenamente ás nossas necessidades e aos nossos desafios. Medite, leia, passeie, ande a pé, conviva e interpele as pessoas que conhece e se vão cruzando no seu caminho.

Não cultive também a ideia de que não tem nada que fazer. Então as experiências da vida activa não lhe ensinaram nada? Quem durante a vida teve um trabalho criativo, não quererá refazê-lo agora devagar e sem pressa, mas duma forma artística? Será que quando trabalhava exaustivamente e com pressa para cumprir compromissos, em algumas situações não ficou com pena de elaborar melhor a obra que saia das suas mãos? Agora que tem tempo recrie o que outrora gostaria de ter feito melhor e pode refazer tudo agora. Lembre-se que nenhuma estrela do céu por mais antiga que seja deixa de brilhar. E você porque razão se há-de querer apagar?

Nesta idade o luto por vezes deixa-nos tristes e em sofrimento pela perda da nossa mulher ou do nosso marido. É normal que durante algum tempo esses sentimentos de vazio nos façam sofrer. Mas também aqui temos de conseguir forças para ultrapassar a perda. Quem partiu, já não vai poder voltar, e quem fica tem que viver. Quanto mais nos deixarmos abater pelo sofrimento, mais enfraquecemos as nossas defesas imunológicas que nos ajudam a resistir as doenças e aos vírus.

Em resumo: nunca deixe de gostar de si, porque senão, não conseguirá gostar de ninguém. Ame a vida e tudo o que ela contém de bom. Seja alegre, sorria, porque com a sua alegria prolonga a vida e retira tristeza aos que o rodeiam. Se for crente reze, ajude com conselhos da sua sábia experiência aqueles que reconhece precisarem deles. Seja positivo, tenha um coração sensível e viva feliz.

Resumo sobre o tema em título retirado do livro ” Cure-se – Você é o seu próprio remédio” Lauro Trevisan

José Baptista da Silva

Nov2017

Festas de Natal

EVENTOS CULTURAIS EM ÉPOCA NATALÍCIA

A LIBERDADE DE OPINIÃO

VILA NOVA FICOU MAIS POBRE – Morreu o Dr. António Castilho

OS FOGOS OS BOMBEIROS E AS POPULAÇÕES

PROBLEMAS DA VELHICE

Dependências Tecnologicas

PRÉMIO DE MÉRITO JOÃO DE DEUS 2017 (PADRE JOÃO)

ESTATÍSTICAS E PODER AUTÁRQUICO

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