Latest Ramblings

Jovens que Prometem

August 20th, 2018 | Comments Off on Jovens que Prometem

Nestes tempos estivais em que a mobilidade humana é maior, o nosso interior ganha vida nova que faz esquecer um pouco a má política de Ordenamento do Território, a que os sucessivos governos nos votaram e condenaram.
Essa mobilidade, aliada á música e aos eventos sócio-culturais e gastronómicos anima e alegra as festas que um pouco por todo o país tem lugar nestes meses de Verão, e, dá gosto ver tanta juventude animada e participativa.
E, foi com grato prazer que no decorrer dum repasto prolongado por mais algumas horas de conversa, assisti e acabei por também participar, numa viva e acesa troca de opiniões entre dois jovens ( rapaz e rapariga ), acerca de temas que vivem nas escolas, e outros alargados a problemas do dia a dia, sobre diferenças de género, e os prós e contras que por vezes lhes estão associados, o problema do aborto, os direitos e limitações no acesso a carreiras profissionais no sector público, nas vantagens e desvantagens de estudar na escola pública e, ou na privada, e ainda ( aqui ambos com conhecimento de causa ) a situações de flagrante injustiça de que ainda hoje são vítima muitas pessoas que sofreram na pele as consequências das tragédias incendiárias, especialmente quando postas em paralelo com os incendiários a quem são colocadas pulseiras electrónicas, e enviados para casa com um subsídio diário de 22,50 euros por dia. (Presos parece que custam 60,00?).
Eu, no início ouvinte interessado e admirado pela multiplicidade dos temas e da abordagem que aos mesmos era feita, em que cada um apresentava e defendia as suas ideias e permitia o contraditório, vi-me obrigado a colocar de quando em vez, alguma água na fervura, numa discussão acesa, própria do fulgor juvenil, e de quem pensa ter soluções remédios para todos os males da sociedade. Apesar do calor e das razões argumentadas a discussão decorreu sempre com elevação e respeito pelas ideias de cada um.
Foi um serão muito agradável, e para mim um tanto surpreendente, ouvir jovens de 15/16 anos debater temas que embora muitos deles lhes digam respeito directamente, eu pensava ainda não os preocupar.
Em muitos temas, houve consenso, e estupefação, quando a lei, não contempla casos específicos, a que, e apenas com a recorrência a um juíz, podem eventualmente ser resolvidos ou lhes ser dado justo tratamento.
No tocante á escola, um estuda na pública outro na privada, e o que estuda na estatal diz haver professores que chegam ao fim do ano lectivo sem saber o nome de muitos alunos, limitando-se a debitar matéria, mantendo-se distante deles, o que não lhes abona muito, dado que quem escolhe uma carreira de professor, deve ter no aluno o seu alvo de eleição, contribuindo pedagógica e cientificamente para a sua formação.
Quanto ao aluno da privada, considera-se prejudicado , porque as notas no colégio são dadas com mais rigor, enquanto na pública terão sempre uma valoração de 2 valores no final do ano, o que no seu ver, pode impedir que alguns dos melhores alunos dos colēgios sejam preteridos na entrada em cursos académicos exigentes em notas altas.
Trago ao conhecimento dos leitores este episódio, porque me ensinou mais uma vez, que as generalizações seja sobre que conceito fôr são perigosas e por vezes descabidas de sentido. Este relato mostra bem que jovens, ainda muito jovens, já se preocupam com os acontecimentos do mundo que os rodeia, e os encaram com realismo e espírito crítico, e um sentido de justiça muito apurado, levado por vezes ao extremo na defesa de princípios e valores em que acreditam. Esta atitude é enriquecedora, e tranquiliza-nos, porque no meio da multidão continuará sempre a existir alguém imbuído e com espírito de missão na defesa dos princípios do bem comum.

José Baptista da Silva
Ago.2018

O VERÃO VILANOVENSE

August 20th, 2018 | Comments Off on O VERÃO VILANOVENSE

A dinâmica do tempo conduziu-nos a mais um Verão, que em Vila Nova é celebrado com calor e alegria. São muitos filhos emigrados que regressam para matar saudades e animar a nossa terra, que para eles e para os residentes habituais prepara festas e eventos sócio-culturais, em que autarquia e Associações se empenham com vontade para que corram bem e sejam do agrado de todos.
As festas dos santos populares, Sto.António, S.João e S.Pedro dão o mote, seguindo-se-lhe o Rancho Folclórico com o seu Festival anual,que traz outros seus congéneres de todo o País, para actuar, dando com isso um caracter nacional ao evento.
As festas continuam por mais uma semana, participadas pelo C.F Os Vilanovenses, Associação Reencontro, Bombeiros, Banda Filarmónica, jovens do Caj entre outras. Os comes e bebes não faltam para animar, tal que a música, que inclui o Karaok nos cafés, onde por vezes aparecem umas vozes bem afinadas, que mereciam continuidade e divulgação.
Haverá ainda a festa da Sta. Bárbara em Paçoinhos, e a da nossa Padroeira Nossa Senhora da Assunção em 15 de Agosto, a que os Bombeiros se tem associado transportando o andor na procissão num dos seus carros de fogo, como que a pedir-lhe a sua protecção nos trabalhos em prol da comunidade local e de quem os chamar.
É um tempo diferente e bem mais animado do que o habitual, onde a par do que já foi dito, o comércio local também beneficia, tal que o conjunto das pessoas que têm a oportunidade de rever amigos, e ou estabelecer novos contactos e amizades.
Outro acontecimento a registar, será a mudança de proprietário da Farmácia,que promete voltar a transformá-la num estabelecimento de saúde á altura dos pergaminhos d’outrora. Oxalá que assim seja para evitar deslocações e despesas extra na procura dos medicamentos fora de portas.
Outra boa notícia foi a conclusão da rua que liga o Centro Cultural á variante S. João Paulo ll, a que a autarquia atribuiu o nome do maestro António Rodrigues da Costa Pinto, homenageando e perpetuando assim o nome duma figura grada da nossa cultura local, e de democrata convicto desde os tempos difíceis da ditadura.
Igualmente em termos de melhoramentos urbanos, há a assinalar a repavimentação e melhoria da estrada que liga Sto.António a Paçoinhos.
Os vitivinicultores queixam-se do que será um mau ano vinícola, derivado ás alterações climáticas que este ano se fizeram sentir, agravadas com o aumento das pragas que afectam as videiras, especialmente o míldio, oídio entre outras. Esperemos que a qualidade se mantenha, para que Vila Nova, não perca as referências da terra do bom vinho do Dão, que a atribuição de prémios tem consagrado ao longo dos tempos.

Boas férias para todos

José Baptista da Silva
Ago2018

LER E APRENDER (Verdades, utopias, presunções e coisas mais)

May 15th, 2018 | Comments Off on LER E APRENDER (Verdades, utopias, presunções e coisas mais)

Quando se gosta de ler, parece ser natural lerem-se livros em simultâneo, sem a disciplina de terminar a leitura prévia do primeiro e sucedâneos. Lemos e saltitamos na leitura, umas vezes por enfado da narrativa de algum deles, ou porque encontramos mais interesse num segundo, pelo vislumbramento dum título onde previamente antevemos o gozo dum conteúdo interessante, enfim, pelas mais particulares razões que se nos oferecem para assim proceder.
Na Literatura, encontramos nas palavras, todas as respostas de que precisamos, para construir e dar vida ás nossas ilusões, a que tantas vezes damos conteúdo e sentido. Mas, como em tudo, tal qual o artista na construção da sua obra de arte, as nossas obras ficam sempre incompletas, porque lhes encontramos deficiências nos pormenores. No início traçamos o plano, incorporamos os temas, desenvolvemos as ideias, mas a dinâmica do pensamento, vai seleccionando uns e rejeitando outros, e, quando queremos terminar, fica a certeza de que muito mais haveria que apresentar. Assim, os tempos da narrativa, parecem destinados a manter-se num presente sem passado nem futuro, como que nos conduzindo á ideia inata no homem, de se querer perpetuar num presente sem fim, onde a saúde, o bem-estar e a felicidade jamais terminem, e quando o fim se aproximar, ele seja breve e isento de doenças e sofrimento. É uma pretensão utópica, por muito poucos conseguida, mas que todos temos o direito de sonhar e desejar alcançar.
Na riqueza proverbial do nosso vocabulário cultural, é comum dizer-se que “quem se obriga a amar, obriga-se a padecer”, daí se antevendo que não existirá felicidade sem dor. Ou seja, todo o que ama, sofre. Alguns, apresentam como teoria primária para esta (verdade) o acto de nascer, já que uma mãe, para gozar a felicidade de ter um filho nos braços, tem que passar primeiro pela dor e pelo sofrimento da “parição”. E reforçam a argumentação de que essa dicotomia de felicidade e dor, da mãe em relação aos filhos se mantém pela vida fora em plano de igualdade, consoante os sucessos e insucessos, a saúde e a doença dos filhos gerados.
Partindo deste pressuposto de estarmos perante uma evidência de causa e efeito genuína, os homens e mulheres deste mundo, estariam condenados a aceitar como naturais as contingências da vida, fruto dum determinismo de que á partida dificilmente poderiam sair. A realidade, diz-nos que a generalização não faz sentido, já que mesmo que a felicidade e o sofrimento sejam uma realidade na vida de todos nós, existem muitas formas de contrariar a teoria pela positiva, á mercê dos avanços culturais, do conhecimento de si pelo próprio homem, e pela ajuda da ciência que tem tido papel preponderante no conhecimento, tal que no bem-estar social e material dos povos e das gentes, onde os governantes têm o homem e as suas necessidades vitais em primeiro plano e consideração. Apesar disso, e mesmo imbuídos destas certezas e verdades mensuráveis, estará o homem ao alcance e em condições de controlar os seus medos existenciais e contrariar totalmente a teoria em análise ? Parece-nos que não, porque a dor e o sofrimento são aliados naturais na nossa existência onde o amor e a felicidade têm igualmente lugar.
Como em todos os objectivos que traçamos e escolhemos para a vida, apenas terão êxito aqueles em que nos esforçarmos para os alcançar, o amor e a felicidade por serem os bens maiores, devem gozar dessa nossa primazia comportamental, para que os mesmos façam parte em grau suficiente na felicidade possível, mesmo que o sofrimento e a dor também da vida façam parte. Afinal, na história e nas vicissitudes da vida, tudo parece ser relativo, e todas as teorias e reflexões só trarão benefícios aos homens se elas forem aceites, discutidas e estudadas com abertura de espírito, sem dogmas e verdades pré-fabricadas, e no pleno respeito das crenças e opiniões de cada um.
A felicidade individual é de todos, merece esse esforço, mesmo que dela o sofrimento também faça parte.

José Baptista da Silva
Mai.2018

O VERÃO VILANOVENSE

LER E APRENDER (Verdades, utopias, presunções e coisas mais)

Jovens que Prometem

Mais uma Páscoa

JOVEM CIENTISTA DISTINGUIDA

Morreu o Senhor António Costa

Dependências Tecnologicas

Festas de Natal

EVENTOS CULTURAIS EM ÉPOCA NATALÍCIA

A LIBERDADE DE OPINIÃO

VILA NOVA FICOU MAIS POBRE – Morreu o Dr. António Castilho

Categorias