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VILA NOVA SOLIDÁRIA

November 16th, 2018 | Comments Off on VILA NOVA SOLIDÁRIA

“Se o teu coração e a tua mente te impelem a ser solidário, porque esperas? Aqueles que precisam de ti, estão aí ao teu lado esperando uma palavra de incentivo, um sorriso de conforto, uma ajuda desinteressada. Sim desinteressada, porque não estás á espera duma recompensa daqueles a quem te propões ajudar? A única recompensa e aquela que te dará mais gozo, é a que sentes dentro de ti, a cada momento que decides ajudar e ser solidário”.

Este pensamento introdutório próprio dum ser solidário, poderia aplicar-se ao que eu vi e assisti no domingo na nossa avenida num concurso de fito, que apelidaram “de nós para ti” em homenagem ao José Abrantes Amaral “Palhinha”.
Este vilanovense anda á meses a lutar contra a doença da “moda”, foi homenageado pelos seus amigos das actividades desportivas e sócio-culturais e recreativas de Vila Nova, agrupados em torno do Centro de Cultura e Desporto, com a organização duma tarde desportiva, mais propriamente um torneio de fito, que o homenageado acabaria por vencer, (porque continua em forma).
Quiseram assim demonstrar-lhe que não está sozinho, e que os amigos e companheiros de tantas tardes competitivas estão com ele para lhe dar força anímica, nesta luta terrível contra a doença.
Foi bonito de ver, e é nisto que a nossa terra é diferente, pois no seio do seu elevado grau de associativismo, criam-se ligações de amizade que passam para lá dos cargos e das ajudas que cada um presta nas respectivas associações, sendo este um caso paradigmático que deve ser dado a conhecer, por mais banal que para muitos ele possa parecer.
A tarde de domingo foi passada em leal e fraterna competição, sempre acompanhada pelos habituais comes e bebes, e terminou no quartel dos Bombeiros com a entrega dos prémios aos competidores, cantoria de incentivos ao Zé Palhinha e uma “caldeirada” de torresmos confeccionada a preceito pelo “mestre cozinheiro António Vicente”.
Que mais se poderá dizer? Que é nestas coisas que se sente que a nossa terra é solidária, e pela solidariedade, pela ajuda fraterna é em muitos aspectos diferente e para melhor de muitas mais. Pois que assim continue para orgulho de quem cá vive, e de todos aqueles que por motivos vários aqui não podem estar, mas que nunca a esquecem, e se orgulham de a ela pertencer.

José Baptista da Silva
Out.2018

FESTAS EVENTOS E OUTROS MAIS

November 16th, 2018 | Comments Off on FESTAS EVENTOS E OUTROS MAIS

Quando se está longe da terra que nos viu nascer é difícil noticiar em tempo oportuno o que por cá se passa. Mas, mesmo assim, e especialmente para os que nos lêem neste portal e ainda não são conhecedores , deixamos em seguida algumas notícias sobre acontecimentos diversos aqui passados nos últimos três meses. Assim, por ordem cronológica;

13.08.2018
Nas comemorações do dia do Município de Gouveia, foi agraciada com a Medalha de Mérito Municipal, a nossa conterrânea e investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Molecular da Universidade de Coimbra, a Dra. Catarina Seabra.
No mesmo dia foi igualmente atribuído o Prémio de Mérito Escolar do 1* Ciclo a nível do concelho ao aluno da nossa Escola Henrique Bonifácio Machado Martins”
Ainda na mesma sessão solene foi entregue ao nosso conterrâneo Alberto Oliveira Pinto, da Quinta da Espinhosa, a Medalha conquistada no Concurso de Vinhos ” Lá Seleccion del Sindaco”

26.08.2018 – FESTA DA TRANSUMÂNCIA
Como é do conhecimento de todos, as ovelhas nos meses de verão, sobem á Serra para se alimentar, já que as sementeiras e o estio fazem diminuir as ervas e fenos aqui nos vales. Por essas razões de falta de alimentos e para manter a tradição dos antepassados o Joaquim Marvão “Beato” continuou sempre a fazer essa subida á serra do Malhão.
A Junta de Freguesia, no sentido de lhe dar relevo associou-se ao evento, organizando para o dia da descida e da chegada das ovelhas engalanadas a Vila Nova, uma tarde e noite cultural, com a participação dos jovens do Caj e dos seus Bombos e tamboretes, assim como um teatro de rua para animar e lembrar tempos passados.

16.09.2018
O Núcleo de Gouveia da Liga dos Antigos Combatentes, quis celebrar o seu 4* aniversário em Vila Nova, ao qual se associaram a Junta da Freguesia e a Banda Filarmónica de Vila Nova, e a Câmara Municipal. Nestas comemorações foi inaugurado na avenida junto ao coreto um monumento em honra dos combatentes vilanovenses da 1ª Grande Guerra 1914-1918, oferecido pelo empresário vilanovense Francisco Marvão, á décadas radicado em Gouveia.
As comemorações tiveram a presidi-las o Presidente da Liga dos Antigos Combatentes, General Joaquim Chito Rodrigues, e as honras militares estiveram a cargo do Regimento de Infantaria 14 de Viseu. Uma missa comemorativa e de refrigério pelas almas destes combatentes foi igualmente celebrada na nossa Igreja Matriz.

28-29 e 30 de Setembro 2018
No decorrer destes três dias teve lugar na nossa avenida, a 1ª Feira Gastronómica de Vila Nova, dedicada á “Alambicada”, iguaria vilanovense confeccionada com cabrito ou borrego, numa panela de ferro de três pés, em lume brando, e que após os temperos, a panela é fechada com um alguidar de alumínio quase cheio de água, e selada com farinha amassada. Segundo os entendidos é após umas tantas fervuras da água que vai sendo substituída, que se sabe quando a iguaria está pronta a servir.
Nos meus tempos de juventude era o Sr. Chiquinho Barril o mestre cozinheiro, e quem talvez a tenha introduzido nestes moldes de confecção, tendo agora no Mestre António Sousa ” Carrapito ” das Lages o seu mestre seguidor.
O evento teve o patrocínio da Casa do Povo de Vila Nova, e a colaboração da nossa Banda Filarmónica, e da Câmara de Gouveia. Esta Feira foi desligada da “Vinal” a nossa festa do vinho, que agora tem outra data para a sua celebração.
O presidente da Casa do Povo Dr. Viriato Costa Pinto, diz que a Feira excedeu as expectativas, mas mesmo assim, prometeu melhorá-la nos próximos eventos.
Para lá do prato tradicional, houve outras iguarias locais e regionais, os bolos doces e outras doçarias de que todos gostam, regadas com o nosso bom vinho. O artesanato local também esteve bem representado.
Foram três dias de festa e de promoção dos produtos locais, e no dia 30, ainda houve uma passeata de bicicletas pasteleiras, promovida pelo Centro de Cultura e Desporto, que foi abastecendo com comes e bebes os participantes ao longo do percurso.
Esta Feira e os seus promotores estão assim de parabéns, pois proporcionaram aos vilanovenses e aos muitos visitantes óptimas refeições, dias bem dispostos, promoveram a nossa gastronomia e a nossa terra, e tornaram estes dias diferentes e a merecerem bis,!

José Baptista da Silva
Out.2018

Jovens que Prometem

August 20th, 2018 | Comments Off on Jovens que Prometem

Nestes tempos estivais em que a mobilidade humana é maior, o nosso interior ganha vida nova que faz esquecer um pouco a má política de Ordenamento do Território, a que os sucessivos governos nos votaram e condenaram.
Essa mobilidade, aliada á música e aos eventos sócio-culturais e gastronómicos anima e alegra as festas que um pouco por todo o país tem lugar nestes meses de Verão, e, dá gosto ver tanta juventude animada e participativa.
E, foi com grato prazer que no decorrer dum repasto prolongado por mais algumas horas de conversa, assisti e acabei por também participar, numa viva e acesa troca de opiniões entre dois jovens ( rapaz e rapariga ), acerca de temas que vivem nas escolas, e outros alargados a problemas do dia a dia, sobre diferenças de género, e os prós e contras que por vezes lhes estão associados, o problema do aborto, os direitos e limitações no acesso a carreiras profissionais no sector público, nas vantagens e desvantagens de estudar na escola pública e, ou na privada, e ainda ( aqui ambos com conhecimento de causa ) a situações de flagrante injustiça de que ainda hoje são vítima muitas pessoas que sofreram na pele as consequências das tragédias incendiárias, especialmente quando postas em paralelo com os incendiários a quem são colocadas pulseiras electrónicas, e enviados para casa com um subsídio diário de 22,50 euros por dia. (Presos parece que custam 60,00?).
Eu, no início ouvinte interessado e admirado pela multiplicidade dos temas e da abordagem que aos mesmos era feita, em que cada um apresentava e defendia as suas ideias e permitia o contraditório, vi-me obrigado a colocar de quando em vez, alguma água na fervura, numa discussão acesa, própria do fulgor juvenil, e de quem pensa ter soluções remédios para todos os males da sociedade. Apesar do calor e das razões argumentadas a discussão decorreu sempre com elevação e respeito pelas ideias de cada um.
Foi um serão muito agradável, e para mim um tanto surpreendente, ouvir jovens de 15/16 anos debater temas que embora muitos deles lhes digam respeito directamente, eu pensava ainda não os preocupar.
Em muitos temas, houve consenso, e estupefação, quando a lei, não contempla casos específicos, a que, e apenas com a recorrência a um juíz, podem eventualmente ser resolvidos ou lhes ser dado justo tratamento.
No tocante á escola, um estuda na pública outro na privada, e o que estuda na estatal diz haver professores que chegam ao fim do ano lectivo sem saber o nome de muitos alunos, limitando-se a debitar matéria, mantendo-se distante deles, o que não lhes abona muito, dado que quem escolhe uma carreira de professor, deve ter no aluno o seu alvo de eleição, contribuindo pedagógica e cientificamente para a sua formação.
Quanto ao aluno da privada, considera-se prejudicado , porque as notas no colégio são dadas com mais rigor, enquanto na pública terão sempre uma valoração de 2 valores no final do ano, o que no seu ver, pode impedir que alguns dos melhores alunos dos colēgios sejam preteridos na entrada em cursos académicos exigentes em notas altas.
Trago ao conhecimento dos leitores este episódio, porque me ensinou mais uma vez, que as generalizações seja sobre que conceito fôr são perigosas e por vezes descabidas de sentido. Este relato mostra bem que jovens, ainda muito jovens, já se preocupam com os acontecimentos do mundo que os rodeia, e os encaram com realismo e espírito crítico, e um sentido de justiça muito apurado, levado por vezes ao extremo na defesa de princípios e valores em que acreditam. Esta atitude é enriquecedora, e tranquiliza-nos, porque no meio da multidão continuará sempre a existir alguém imbuído e com espírito de missão na defesa dos princípios do bem comum.

José Baptista da Silva
Ago.2018

FESTAS EVENTOS E OUTROS MAIS

Jovens que Prometem

VILA NOVA SOLIDÁRIA

O VERÃO VILANOVENSE

LER E APRENDER (Verdades, utopias, presunções e coisas mais)

Mais uma Páscoa

JOVEM CIENTISTA DISTINGUIDA

Morreu o Senhor António Costa

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