IDEIAS E INVESTIMENTO “PRECISA-SE”

by Jose Baptista | April 5th, 2011

Já antes o escrevi mas nunca é demais repeti-lo, que a segunda metade do século XX, foi de grandes realizações na nossa terra.
Adega Cooperativa, Bombeiros, Casa do Povo, Caixa Agrícola, Escola secundária, Pão de Milho, Fábrica dos irmãos Martins, águas, esgotos, estradas, casas e novas urbanizações : modernidade.
Tanto e em tão pouco tempo, foi realmente uma epopeia e uma revolução aquela que se deu em Vila Nova.
Mas, se parte deste progresso económico, cultural e social foi devido ao 25 de Abril, muito dele foi fruto das ideias e do investimento privado dos vilanovenses.
Foi fruto especialmente da vontade de muitos homens e mulheres de Vila Nova.
Nada disto aparece por acaso. Tudo o que acontece tem que ter mão humana.
Hoje em tempos de tantas dificuldades nós os vilanovenses, encontramo-nos adormecidos, cépticos e descrentes quanto ao futuro tal qual a maioria dos portugueses.
Será que nós e Vila Nova vamos continuar hibernados e descrentes ou será tempo de acordar?
Que tal, se à boa maneira dos nossos antepassados voltasse-mos a trocar ideias?.
Ai que saudade daquelas discussões no Café Avenida, no Club Boa União e no Centro Dr. Antonio Borges!!
As pessoas encontravam-se naturalmente nestes locais, porque a televisão ainda não existia, ou estava no seu início e a conversa não era só sobre o tempo, as vinhas e a trivialidade do dia a dia.
Falava-se também de projectos para Vila Nova, das suas carências, daquilo que nos fazia falta.
Será que por já não haver o café Avenida e o Clube” e o Centro ser pouco frequentado, e por muitas das carências já terem sido resolvidas que se perdeu a noção de Vila Nova?
Acredito que não. Hoje os tempos são outros, as realidades também, as carências foram em parte supridas, mas a terra definhou. Habitam cada vez menos pessoas em Vila Nova e a agricultura, essa componente económica que a fazia viver está cada vez mais igual a tudo o que se passa no resto do país. Descrença, desânimo, lamentos, culpa para cima de toda a gente, menos para cima de nós.
Será que estamos todos assim tão inocentes?.
Não será tempo de dinamizar discussões para repensar a nossa terra?.
Do que existe, não haverá nada que possa ser revisto ou modificado para que os fins sejam atingidos, tendo em conta os meios já existentes?.
Será que vamos deixar morrer a Adega, que foi e deveria continuar a ser uma referência da nossa terra?
Nunca como hoje existiu em Vila Nova tanta cabeça pensante. Podem não estar presentes fisicamente, mas existem, alguns dos quais com qualidades, conhecimentos de mercados, ou das pessoas que neles trabalham. Falta portanto mais amor a Vila Nova, alguma boa vontade e capacidade de liderar iniciativas. Se as houver talvez se encontrem caminhos que voltem a trazer alegria, esperança e progresso á nossa comunidade.
Por mim estou ao dispor.

José Baptista da Silva

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