As Confrarias

by Jose Baptista | September 13th, 2011

As confrarias existem desde há séculos e quando criadas tinham por missão cuidar dos mais desvalidos da sociedade.
Para muitas ainda assim será, mas hoje elas são mais conhecidas a nível cultural e gastronómico, já que as Confrarias contemporâneas, têm essencialmente por norma a preservação e divulgação de culturas e produtos locais e regionais.
O esforço na preservação dos usos e costumes locais, tem vindo a crescer pois é hoje ponto assente que sem eles, se perdem riquezas e raízes ancestrais, que estão na base da nossa identidade colectiva.
As Confrarias, regidas por estatutos leves, e constituídas quase sempre por poucos membros, escolhidos entre amigos e conhecidos, e dispostos a trabalhar pelos fins em vista, tem condições para criar eventos, que normalmente atraem os meios de comunicação social, que são hoje o maior e melhor veículo promocional de qualquer ideia ou projecto.
Divulgo hoje aqui a ideia da utilidade das Confrarias, porque na próxima semana, se realizará em Vila Nova a VINAL II, evento que visa promover e dar a conhecer o nosso vinho e a nossa alambicada, e Vila Nova em particular.
Assim, porque não aproveitar o evento para lançar a ideia da criação duma Confraria que promova estes nossos produtos de excelência e os dê a conhecer mais longe da nossa terra, conseguindo assim promover não só os produtos como também Vila Nova.
Mas, para que isso surta resultados, seria conveniente que os proprietários dos nossos estabelecimentos hoteleiros, confeccionassem a alambicada com regularidade, para que quem a Vila Nova viesse para a degustar, o pudesse fazer, porque senão serão os nossos vizinhos mais astutos que aproveitarão, e transformarão este prato típico vilanovense numa criação sua e das suas terras.
A vir a ter lugar a criação desta Confraria, ela deveria eleger confrades a título póstumo os vilanovenses “Chiquinho” Barril e Joaquim “Conde”, e outros se os houver, pois aquelas duas figuras típicas de vilanovenses, são merecedores dessa honraria.
É saudável que os criadores ou divulgadores das boas causas e das coisas boas, não sejam esquecidos, porque foi o seu saber e o seu esforço que as trouxeram até aos nossos dias, e por elas somos mais e melhor conhecidos.

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