FESTAS E EVENTOS

by Jose Baptista | August 14th, 2014

A Vila Nova dos nossos meses estivais ganha uma dinâmica que no resto do ano não tem.

Primeiro porque o clima é propício ás actividades ao ar livre, depois porque a vinda dos emigrantes e o tempo de férias, trás á nossa terra muitos dos seus filhos ausentes, e ainda pelos eventos que aqui se comemoram.
A Vinal – festa do vinho e da alambicada, é um certame cultural e gastronómico que atrai á nossa terra muitos convidados e forasteiros, que em negócios ou por simples prazer de vir saborear o bom vinho de Vila Nova e uma gastronomia variada, onde sobressai a alambicada, faz com que durante três dias se ergam na nossa avenida pequenos pavilhões para exposição e venda dos vinhos locais e da região demarcada do Dão, tal que de muitos produtos locais de fabrico artesanal.
Os restaurantes asseguram igualmente uma vasta e variada oferta gastronómica da região, onde não pode faltar a alambicada, confeccionada com carne de cabrito e cozinhada em panela de ferro, visto ser esta uma iguaria com origem na nossa terra.
Foram três dias de festa e de convívio, este ano enriquecidos com colóquios sobre a vinha e o vinho, que levou ao nosso Centro Cultural figuras de destaque ligadas ao sector viti-vinícola, não só como conferencistas, mas igualmente produtores e outras ligadas á comercialização, e de muitas regiões do país.
Que bom seria que estes colóquios se tornassem regulares e que neles se debatessem outros problemas ligados á agricultura no seu todo que quer queiramos quer não, foi sempre o motor da economia vilanovense.
Não é muito natural, que produtos de alta qualidade, e reconhecidos com prémios como é o caso de alguns dos nossos vinhos sejam depois comercializados como produtos normais, pois o seu preço não evolui em conformidade. Faltará certamente capacidade financeira que permita guardar estes vinhos mais tempo e deles retirar as mais valias que a sua qualidade justifica.
– No último sábado de Julho, e como é já habitual realizou-se em Vila Nova o Festival Nacional de Folclore promovido pelo nosso Rancho Folclórico que este ano foi o XXII, e que trouxe até nós outros Ranchos de diversas regiões do país, que através das suas danças e cantares deram mostra das suas tradições e da sua cultura ancestral.
É uma oportunidade para revisitar o passado, que deve ser meditado e aproveitado para pensar o futuro, já que nada se constrói de sólido em qualquer área do saber, que não tenha o passado por referência.
É um dever de todos, ajudar a manter vivas as nossas tradições. São as Associações de Cultura e Recreio quase sempre lideradas por “carolas”, que o conseguem fazer e as mantêm vivas, daí a importância de as preservar.
Igualmente o último domingo de Julho, o Grupo ” Pró Vilanovense “, promoveu nos terrenos destinados ás suas futuras instalações, um evento gastronómico para sensibilização da comunidade vilanovense, sobre o que ali pretendem construir, ou seja uma Unidade de Cuidados para idosos.
É outra Associação de cariz social, com apenas um ano de existência oficial, e que se propõe criar condições a mais de meia centena de utentes, construindo para o efeito uma moderna residência sénior, para ali residirem com conforto e qualidade de vida, alargando ainda a oferta a quartos individualizados com assistência total a ser prestada pelos profissionais da Unidade principal.
Tal como outras Associações do género, elas trazem um benefício acrescido no plano do emprego local, pois as actividades que exercem assim o exigem. A fixação de gente jovem em Vila Nova, é por isso também uma mais valia, já que abre perspectivas de aumento da taxa de natalidade, e por isso da continuação em exercício de infra-estruturas sociais que de outra forma correm o risco de fechar.
A área produtiva, comercial e cultural existentes também beneficiaria com a criação de serviços desta natureza, já que o aumento do número de pessoas que nos visita, provoca mais consumo, e exige oferta de coisas novas e diversificadas.
O artesanato, o vinho e alguns derivados, a produção agro frutícola, os produtos tradicionais como os bolos doces, a doçaria, o queijo e os requeijões, podem dentro em breve vir a ser vendidos aos fins de semana, em pequenos pavilhões na nossa avenida, ou em lojas a abrir, se as unidades de serviços previstas e a barragem vierem a ser uma realidade.
´ Os nossos museus e monumentos, as belezas naturais de que a nossa terra é fértil, a gastronomia, e a forma de bem receber, serão certamente um bom cartão de visita para Vila Nova se afirmar no contexto regional e turístico, assim exista vontade, empenho e liderança.
Os líderes com boas ideias, existem como aqui demos conta, precisam é de ser apoiados. Assim com tanta gente esforçada a pensar nos demais e com propósitos de realizar obras tão meritórias, as expectativas são promissoras e contradizem o desânimo, as dificuldades e as burocracias que existem para quem quer fazer seja o que fôr. Força vilanovenses, e comigo podem sempre contar.Uma última palavra para os jovens do CAJ, que com os seus bombos e coreagrafias, vão animando as nossas festas. O fogo na sala superior das suas instalações danificou-lhes muito material, que necessitam substituir, tal que algumas estantes para arrumaram a sua valiosa biblioteca. Tratando-se de jovens que nada recebem pela sua contribuição nas festas, devemos olhar com carinho para eles, e ajudá-los a refazer as suas instalações.
Igualmente uma saudação muito especial, aos nossos emigrantes de fora e de dentro, fazendo votos para que as suas férias sejam tranquilas, e que não deixem de vir á sua terra, pois todos somos poucos para a animar e manter viva na nossa memória.

José Baptista da Silva

 

 

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