A Banda Filarmónica

by Jose Baptista | April 5th, 2015

Quando se ama alguém ou alguma coisa, é difícil ser rigoroso quando se fala da pessoa ou da coisa amada. 

Talvez seja o que vai acontecer comigo nesta análise, já que sou um fã da nossa Banda Filarmónica.

Poucas vezes me tem sido dada a oportunidade de assistir aos seus concertos musicais, mas quando tal acontece fico feliz e com a alma em festa, pela qualidade de execução dos seus jovens músicos, tão bem orquestrados pelo seu também jovem maestro Nuno.

Na escola de música desta nossa Associação, em tão boa hora criada e mantida até hoje, estará o segredo e o sucesso da qualidade executiva dos seus elementos.

Será difícil encontrar em localidades da nossa dimensão demográfica e sócio-económica, Associações que congreguem tanta juventude interessada na aprendizagem da “arte divina, ou arte das artes” que é a música.

O concerto integrado nas comemorações do cinquentenário dos nossos Bombeiros, encheu-me a alma pela qualidade da sua execução.

É verdade que não sei nada de música, e por isso ser-me-á difícil falar da qualidade dos executantes da Banda, mas quando ela transborda até os analfabetos musicais como eu, serão capazes de opinar pela positiva.

Da minha parte o meu incentivo, para que estes jovens continuem na Banda até que as suas vidas lho permita, para que nos continuem a oferecer algumas horas de agradável prazer musical, e que estejam certos de que a qualidade da sua prestação musical lhes vai igualmente ajudar nas profissões que cada um vier a escolher, já que um bom instrumentista, jamais poderá ser um profissional medíocre.

No meio duma crise grave e séria, como aquela que estamos a viver, Vila Nove deve orgulhar-se de ter no seu seio Associações sócio-culturais da qualidade das que aqui existem, já que elas estão para lá da crise e se afirmam pela qualidade do seu trabalho e empenho, sempre colocados ao serviço do bem comum, e particularmente dos vilanovenses.

É com mágoa que se constata, que nem sempre as nossas gentes as reconheçam, apoiem e incentivam como tais.
Que tal testarem uma candidatura singular ou integrada num colectivo de Associações sócio-culturais da nossa terra aos Fundos Estruturais Europeus?

A ninguém está vedado sonhar, daí que a união de esforços se torne por vezes necessária para ter mais peso junto de quem manda e decide.

Boa Páscoa para todos

José Baptista da Silva

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