REFLETINDO…………………

by Jose Baptista | January 24th, 2017

Como introdução a esta reflexão, começaria com um pensamento d’alguém que diz; ” Não te agarres ao Passado, porque ele já passou. Se algo de bom ele te recorda guarda-o. Procura viver bem o Presente, porque o Futuro será um pouco do presente de cada dia”
Se seguir-mos este pensamento que é bem real e concreto, parece entender-se que os sonhos estão arredados da vida, tendo apenas que contentar-nos com o que formos capazes de fazer ou adquirir no dia a dia.
Certamente não será isso que nos querem transmitir, porque na vida têm que existir expectativas em todos os seus domínios, jå que ao contrário, ela seria dum marasmo e vazio completos.
A democracia grega “governo do povo pelo povo” era vista e aceite pelos gregos, sob variados princípios, tal como aceitavam o “Caos ” como um eterno recomeço. Isto é, chegados a um ponto de ruptura era tempo de mudar de modelo, e substituí-lo por outro, voltando assim ao princípio que conduziria o sistema democrático ao bom desempenho no governo da “Pólis “.
Se recuarmos aos meados do séc.XX a ” classe pensante ” internacional, apontava os males do mundo ás más relações Este/Oeste, geradoras da chamada “guerra fria”, a que juntavam o colonialismo ainda existente no continente africano.
Aconteceu porém, que o colonialismo acabou, já que os povos colonizados pelos europeus, ficaram donos dos seus próprios destinos, mas os problemas agravaram-se praticamente na generalidade de todos eles, (recém independentes), com guerras civis cruéis e intermináveis em boa parte deles, aumentando também as doenças, a fome, a miséria e o desmantelamento das infra-estruturas económicas e financeiras instaladas.
O mesmo viria a acontecer com a queda do muro de Berlim, ( também chamado muro da vergonha, porque impedia os alemães de leste de entrar livremente na parte ocidental, porquanto a guerra tinha dividido a Alemanha em duas, a Federal a oeste e a Democrática a leste ) e com a sua queda ( muro) deu-se o colapso do comunismo como ideologia que sustentava os países a leste, integrados no chamado bloco soviético, no Comecom e no Pacto de Varsóvia.
O desmantelamento do muro permitiu a reunificação alemã e a reorganização das autonomias dos países até então conotados e sob a alçada soviética, e ainda enormes mudanças polīticas, sociais e económicas em toda a União Soviética. Todos estes acontecimentos, não trouxeram como antes se pensava a paz e a harmonia necessárias ao continente europeu e ocidental. Os problemas foram substituídos por outros novos, que persistem e geram as mesmas inquietudes do passado.
No presente será a crise do Euro, da saída da Inglaterra da Comunidade Europeia, dos Refugiados e do terrorismo, aquilo que mais inquieta os europeus, mas se por feliz acaso estes problemas se vierem a resolver, certamente que outros virão, porque como se diz e conhece “uma causa gera sempre um efeito”, entrando-se assim na velha teoria do Caos dos gregos, e com ele no eterno recomeço.
Este raciocínio leva-nos ao início desta proposta reflexiva que nos aconselha a viver o presente, porque o futuro é, ou será sempre um pouco do presente de cada dia.
Deste modo, convictamente poderá dizer-se que a história de vida de cada um, terá que ser construída todos os dia. Ela vai ter, como já aconteceu com os que nos precederam, momentos bons, outros nem tanto, e ainda alguns piores. Para viver todas estas vicissitudes existenciais é necessário um espírito tranquilo e procurar não fazer aos outros aquilo que não queremos nos façam a nós. Ou traduzindo para linguagem política, jurídica e democrática moderna, a nossa liberdade termina, onde começa a liberdade do outro.
Aos que forem capazes de assim viver, certamente lhes estará destinada a felicidade e tranquilidade de espírito necessárias á sua conquista. Para os crentes que nos lerem, aconselhamos se inspirem nas virtudes teologais; a Fé para além de acreditarem em Deus, acreditem também em si próprios e nas suas capacidades, a Esperança como condição para não desistir de lutar no que se acredita, e a Caridade, para lembrar que a Solidariedade é o mandamento maior, e aquele que o Mestre do Cristianismo nos trouxe; amai-vos /ajudai-vos, sede solidários uns para com os outros. Não basta dizer Senhor,Senhor, antes fazer a vontade do Pai que está nos céus.
Boa reflexão e bom ano de 2017.

Jan/2017

José Baptista da Silva

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